PublicidadeAnúncio da Prefeitura de Santos: Centro Histórico de Santos. Festival Santos Café, Vilas Criativas, Primavera Criativa, Festa Portuguesa e muito mais. No centro de tudo, #vemprocentro.Anúncio da Prefeitura de Santos: Centro Histórico de Santos. Festival Santos Café, Vilas Criativas, Primavera Criativa, Festa Portuguesa e muito mais. No centro de tudo, #vemprocentro.
Santos que Inspira

Livro conta a história de Manolo e da imigração galega em Santos

Livro sobre Manolo, galego que presidiu o Centro Español de Santos, é lançado em 16 de outubro na Livraria Realejo, no Gonzaga.

“Manolo, Uma Liderança Espanhola em Santos”, de Hermano Rodriguez, reconstrói a vida do avô, um galego que chegou à cidade em 1953 e presidiu o Centro Español. O lançamento é no dia 16 de outubro, das 18h às 20h, na Livraria Realejo, no Gonzaga.

Capa do livro Manolo, Uma Liderança Espanhola em Santos, sobre a imigração espanhola em Santos
Capa de “Manolo, Uma Liderança Espanhola em Santos”, de Hermano Rodriguez. Foto: Divulgação

Manuel Rodriguez y Rodriguez, o Manolo, desembarcou em Santos aos 16 anos, vindo da Galícia, no noroeste da Espanha. Na cidade, formou família, fez carreira e se tornou uma figura atuante da comunidade espanhola. Mais de setenta anos depois da chegada, a trajetória dele virou livro, escrito pelo neto a partir de documentos, fotos, entrevistas, relatos da família e pesquisas em arquivos de instituições espanholas.

Quem foi Manolo

Manolo presidiu o Centro Español y Repatriación de Santos, a principal entidade da colônia espanhola na cidade, e a Sociedade Rosalía de Castro. Também participou do Conselho da Comunidade Espanhola e do CRE-SP, entre outras iniciativas ligadas aos imigrantes. Em 1982, uma reportagem do jornal A Tribuna sobre a colônia espanhola já o citava como presidente do Centro Español.

Além da história do avô, o livro registra personagens, instituições e episódios da presença espanhola em Santos. A obra tem prefácio de Sérgio Willians, texto de orelha de Andrício de Souza e mensagem do cônsul honorário da Espanha em Santos, Manuel Santalla Montoto.

PublicidadePassaporte Gastronômico: coma bem em Santos gastando menos. Pague uma vez, use o ano inteiro.Passaporte Gastronômico: coma bem em Santos gastando menos. Pague uma vez, use o ano inteiro.

Os galegos que vieram “fazer a América” em Santos

A imigração espanhola para Santos ganhou força no fim do século 19 e no começo do século 20, quando a Europa passava por crise e a Galícia era uma das regiões mais pobres da Espanha. A maioria dos espanhóis que se fixou na cidade veio de lá, muitos da província de Ourense. Entre eles, a expressão da época era “fazer a América”: trabalhar alguns anos em um país do continente, juntar dinheiro e voltar para casa. Muitos ficaram, chamaram parentes e amigos e formaram uma das colônias estrangeiras mais tradicionais de Santos.

Os números mostram o tamanho dessa chegada. Em 1872, havia só 55 espanhóis na cidade. O censo municipal de 1913 contou 8.291 espanhóis entre os 88.967 moradores, perto de um em cada dez. Eles trabalharam no porto como estivadores e carroceiros, na logística portuária, no pequeno comércio de alimentos, nos hotéis e nos restaurantes, em uma Santos que crescia com a exportação de café pelo porto.

Centro Español: a casa da colônia desde 1895

O Centro Español y Repatriación de Santos foi fundado em 6 de janeiro de 1895, com o nome de Casino Español, e teve Manuel Troncoso como primeiro presidente. A primeira sede ficava na Rua Aguiar de Andrade, no Paquetá, onde a entidade funcionou por 30 anos. Depois da fusão com a Sociedade de Repatriación, ganhou o nome atual, e em 1955 comprou o terreno na Avenida Ana Costa, onde construiu a nova sede, ampliada em 1974.

O Centro também manteve escola e biblioteca e promovia teatro, bailes e conferências para os imigrantes. O prédio ainda foi usado em duas emergências. Em 1916, abrigou sobreviventes do naufrágio do navio espanhol Príncipe de Astúrias, que afundou na Ponta do Boi, em Ilhabela. Em 1918, durante a epidemia de gripe espanhola, o prédio virou hospital: leitos foram montados no salão de bilhar, no teatro, no salão nobre e na secretaria, e 128 doentes passaram por lá em 15 dias.

Outras marcas espanholas na cidade

A colônia criou outras entidades nos primeiros anos do século 20, como a Sociedade Espanhola de Socorros Mútuos, de 1900, que oferecia atendimento médico aos associados, e a Sociedad Española de Repatriación, de 1902.

No futebol, a marca espanhola é o Jabaquara Atlético Clube. O time foi fundado por imigrantes em 15 de novembro de 1914 com o nome de Espanha Futebol Clube e mudou de nome na Segunda Guerra Mundial, com a nacionalização dos clubes. O estádio do Jabaquara, na Caneleira, ainda se chama Espanha.

Para entender como Santos se formou antes da chegada dos imigrantes, vale ler a nossa matéria sobre por que Santos se chama Santos.

Serviço

  • Livro: Manolo, Uma Liderança Espanhola em Santos
  • Autor: Hermano Rodriguez
  • Lançamento: sexta-feira, 16 de outubro de 2026, das 18h às 20h
  • Local: Livraria Realejo, Avenida Marechal Deodoro, 2, Gonzaga, Santos

Perguntas frequentes

Quem foi Manolo?

Manuel Rodriguez y Rodriguez, imigrante galego que chegou a Santos em 1953, aos 16 anos. Presidiu o Centro Español y Repatriación de Santos e a Sociedade Rosalía de Castro.

Quando é o lançamento do livro “Manolo, Uma Liderança Espanhola em Santos”?

Em 16 de outubro de 2026, das 18h às 20h, na Livraria Realejo, no Gonzaga.

De onde vieram os espanhóis que imigraram para Santos?

Principalmente da Galícia, no noroeste da Espanha, muitos da província de Ourense.

Quantos espanhóis viviam em Santos no começo do século 20?

O censo municipal de 1913 contou 8.291 espanhóis, entre 88.967 moradores.

Quando foi fundado o Centro Español de Santos?

Em 6 de janeiro de 1895, com o nome de Casino Español.

Guilherme Carvalho

Fundador do Guia Amo Santos. Cobre a cidade desde 2015, do Instagram ao portal.

Sobre o Guia